segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ALIMENTAÇÃO



Objetivos: suprir uma variedade de dietas balanceadas, as quais atendam as necessidades nutricionais do lote de frangos em todas as fases de seu desenvolvimento e produção, otimizando crescimento, eficiência e lucratividade sem comprometimento do bem-estar.
Introdução: a ração representa a maior parte do custo total de produção do frango. Por esta razão, é de suma importância a qualidade e o balanceamento da ração.
As rações de frangos são extremamente balanceadas, em termos de proteína, vitamina, energia, minerais e aminoácidos essenciais, garantindo o bom desempenho dos animais. Deve-se lembrar que outros fatores como densidade de alojamento, estado sanitário e genética das aves, podem ter efeito negativo no ganho de peso e conversão alimentar.
As exigências de produto final variam de país para país. Especificações de rações econômicas dependerão da estrutura do mercado, valor do produto e variações locais da disponibilidade de matérias-primas. Poderá também existir a preferência local de pigmentação da carcaça.
Serão abordadas as especificações de ração para frangos não sexados pesando em torno de 1,6-2,5 Kg, para machos pesados com 3Kg ou mais, para um programa inicial lento e para criação por sexos separados.
Matérias-primas: os valores nutricionais das matérias-primas poderão variar de acordo com os métodos de processamento, condições climáticas locais, estação do ano, entre outros. A matriz da formulação da ração deverá ser adequada ao local, acompanhada por uma rotina de análise química e exame de contaminação (p. ex. salmonela, micotoxinas) de todas as matérias-primas.
A variedade de matérias-primas oferecida para formulação de mínimo custo deve ser adequada aos frangos. Limites de formulação devem ser impostos aos ingredientes que trazem problemas quando usados em excesso (p. ex. farelo de mandioca, soja com baixo nível protéico, farelo de algodão, etc). O uso de enzimas poderá permitir a inclusão de matérias-primas então inadequadas, como p. ex. a beta-glucanase, que permite uma maior proporção de cevada sem problemas conseqüentes de cama.
Matérias-primas ou ingredientes de origem vegetal podem estar sujeitos a contaminação fúgica se armazenadas sob condições de temperatura e umidade elevadas. Isto levará à produção de micotoxinas que, dependendo do grau de contaminação, poderá resultar numa redução do ganho de peso e conversão alimentar, prejudicando a condição da cama que por sua vez resulta num aumento da depreciação da carcaça. A ração também é suscetível à contaminação se armazenada em condições adversas. É aconselhável adicionar à ração pronta ácidos orgânicos, para impedir o desenvolvimento de fungos e a produção de micotoxinas. É aconselhável consultar as recomendações dos fabricantes com respeito à quantidade a ser adicionada, pois problemas de palatabilidade poderão ocorrer se estas forem muito elevadas. Estes tratamentos, associados com adequadas condições de armazenamento, irão minimizar os efeitos da contaminação por micotoxinas.
Ingredientes de proteína animal quando armazenadas sob condições inadequadas estão sujeitos a variações de qualidade, como p. ex. rancificação oxidativa das gorduras, que resulta na formação de aldeídos e cetonas. Isto reduz consideravelmente os valores de energia da gordura.
Farelos de soja de baixo nível protéico podem conter níveis elevados de potássio, o que pode levar a diarréia, má qualidade da cama e subseqüente depreciação das carcaças. O uso excessivo de farinha de carne e ossos, com elevada concentração de gorduras saturadas, criará uma cama de má qualidade e gordurosa. A adição de farelo de soja integral ou óleo de soja à dieta tem efeitos benéficos, pois melhora a digestibilidade de gorduras saturadas.
Qualidade de ingredientes

Qualidade de ingredientes Entre vários pontos criticos da formulação e fabricação de rações está a qualidade dos ingredientes. Um dos itens mais importantes na qualidade dos ingredientes esta relacionado com a presença ou não de micotoxinas na ração. As micotoxinas mais comuns são a aflatoxina, fumonisina, zerealenona, vomitoxina e ocratoxina. As aves são mais sensíveis às duas primeiras toxinas. Os elementos básicos para formação da toxina são o substrato (ex. milho), umidade, oxigênio, tempo e temperatura. O problema será mais ou menos severo, na dependência da presença dos fatores citados, durante as fases de pré-colheita e(ou) armazenagem dos cereais e grãos. O milho por ser o cereal de maior percentual de uso precisa de atenção especial, visto que são comuns os casos de presença de aflatoxina no milho. As aves de maior idade são mais resistentes que as jovens, mas os sintomas em frangos de corte podem estar relacionados com má conversão dos alimentos, pesos corporais mais baixos, menor proteção imunológica o que resulta em maior mortalidade, menor pigmentação (palidez) nas aves abatidas e maior presença de hemorragias subcutâneas e intramusculares, bem como, aumento de fraturas ósseas.

Consegue-se prevenir a micotoxicose nos animais pela utilização de cereais de qualidade, cuja umidade do grãos não seja superior a 14%, pois níveis mais altos estimulam a presença de fungos. Deve-se inspecionar o silo para possíveis entradas de umidade e repara-las, caso existam. Os silos de armazenagem devem ser limpos e não conter poeira de partidas anteriores. É necessário um programa de controle de insetos e roedores que danificam os grãos e abrem porta de entrada para os fungos se multiplicarem. Recomenda-se que o milho não seja dobrado e mantido na lavoura conforme é tradição de certas regiões de minifúndio. Milhos com esse procedimento de armazenagem são de qualidade inferior àquele devidamente colhido, seco e armazenado em silos. Em caso da existência de grãos contaminados com micotoxinas essa não deverá ser maior do que 20 ppb para a aflatoxina, 500 ppb para a zerealenona ou vomitoxina e 5 ppm para a fumonisina. Apoio técnico especializado é recomendado nessas ocasiões visando fortificar e incluir antifúngicos na ração.

Fontes de gordura: as gorduras adicionadas à ração são de origem tanto animal quanto vegetal. Gorduras de origem animal, como sebo, contém neveis elevados de ácidos graxos saturados, que são menos digestíveis, principalmente para o sistema digestivo imaturo dos pintinhos. Eles poderão levar a problemas de cama e elevada depreciação da carcaça. Em rações iniciais e de crescimento, é aconselhável o uso de combinações de gorduras contendo alto índice de ácidos graxos insaturados, como por exemplo:
60% óleo de soja;
20% mistura de óleos leves;
20% sebo.

Na ração final, o uso deste tipo de combinação não é adequado, pois os altos níveis de gorduras não-saturadas terão efeito negativo sobre a qualidade da gordura da carcaça e sobre a estocagem da mesma. Misturas de gorduras usadas na ração final devem conter taxas elevadas de gorduras "duras":
30% óleo de soja;
20% óleo de palmeira;
50% sebo.

Peletização: geralmente, o crescimento e a taxa de conversão alimentar são melhores se a ração for peletizada. (A ração inicial deve ser triturada ou farelada.) Existem evidências que o efeito do "cozimento" aumenta a disponibilidade dos nutrientes e diminui significativamente a contaminação microbiana. O uso de um extrusor na ração pode dar benefícios similares, embora tende a ser maior o desperdício de alimento. Ambos processos deve ser executados com cuidado e temperaturas extremas devem ser evitadas para não causarem degradação de proteínas e vitaminas.
Com o objetivo de auxiliar na peletização, 0,5-1,0% de gordura pode ser incluída na ração, o que auxiliará a lubrificação da prensa. Gordura extra pode ser pulverizada sobre o pélete pronto, para atingir valores mais altos de energia, sem redução da resistência e durabilidade do pélete.
Se a peletização da ração for difícil, substâncias ligantes (hemicelulose, bentonita, goma arábica) podem ser utilizadas para melhorar a qualidade pélete, em níveis de até 2,5% da ração.
Antes da ração farelada ser introduzida na prensa, ela deve ser aquecida a 85-90ºC por 20 segundos. Ao sair da prensa, os péletes devem ser resfriados rapidamente por ar frio até atingir 10ºC abaixo da temperatura ambiente, dentro de 15 minutos. Esse processo reduzirá a degradação de vitaminas e aminoácidos por superaquecimento, embora não ofereça garantias de imunidade contra a contaminação bacteriana.
A textura da ração e o tamanho do pélete são importantes se quisermos obter o máximo potencial de crescimento. Recomendam-se as seguintes formas de ração e tamanhos de péletes: 
0 – 10 dias
Ração triturada não peneirada
11 – 28 dias
Péletes de 2-3 mm de diâmetro
28 dias até o abate
Péletes de 3 mm de diâmetro
Tabela 1: formas de ração e tamanhos de péletes.
Especificação da ração para frangos: os mercados, no mundo inteiro, diferem em suas exigências pelo produto final. As especificações da ração variam, dependendo do produto final, e conseqüentemente uma série de rações de frangos é necessária para atender esses diferentes demandas de mercado. Alguns fatores que influenciam na formulação são:
* Disponibilidade e preço de matérias-primas;
* Peso ao abate;
* Idade ao abate;
* Rendimento e qualidade da carcaça;
* Pigmentação da pele;
* Criação em sexos separados.

Especificações de rações são apresentadas nas Tabelas 2, 3 4 e 5 para demonstrar essas necessidades.

Nutrientes
Inicial
Crescimento
Final
Proteína Bruta (%)
22 – 24
21 – 23
19 – 21
Energia Metabolizável (Kcal/Kg)
3010
3175
3225
Gordura (%)
4 – 7
4 – 9
4 – 9
Lisina (%)
1,36
1,3
1,13
Metionina (%)
0,53
0,52
0,47
Metionina + Cistina (%)
0,98
0,94
0,85
Treonina (%)
0,91
0,87
0,82
Triptofano (%)
0,23
0,21
0,19
Cálcio (%)
0,95
0,9
0,85
Fósforo disponível (%)
0,5
0,48
0,44
Sódio (%)
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
Cloro (%)
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
Ácido Linoleico (%)
1,25
1,2
1
Consumo (Kg/1000 aves)
250
1300
Período de alimentação (dias)
0 – 10
11 – 24
25 – até o abate
Tabela 2: níveis nutricionais para frangos não sexados com 1,6 - 2,5 Kg de peso vivo.
Pontos principais:
* Todos os aminoácidos são totais, e não valores disponíveis.
* Uma dieta de retirada deve ser oferecida para acompanhar as necessidades locais para o tempo de retirada de drogas.
* As formulações devem atender os requerimentos de aminoácidos dentro da variação de proteína bruta estabelecida.
* Uma referência foi dada à seguinte publicação científica no estabelecimento dos níveis relativos de aminoácidos essências.
Baker, D.H.; Yan, Y. Ideal amino acid profile for chicks during the first 3 weeks posthaching. Poultry Science, v. 73, p. 1441-1447, 1994.
* Os níveis de cloro devem ser controlados para evitar excessos, que podem resultar em discondroblastia tibial.
* Atenção especial deve ser dada às regulamentações locais com relação aos limites de formulação, os quais podem ser impostos. 

Nutrientes
Inicial
Crescimento
Final 1
Final 2
Proteína Bruta (%)
20 – 21
20 – 21
19 – 20
18 – 19
Energia Metabolizável (Kcal/Kg)
3010
3150
3200
3150
Gordura (%)
4 – 7
4 – 9
4 – 9
4 – 7
Lisina (%)
1,3
1,1
1,15
1,05
Metionina (%)
0,5
0,5
0,52
0,5
Metionina + Cistina (%)
0,94
0,92
0,86
0,86
Treonina (%)
0,87
0,74
0,84
0,77
Triptofano (%)
0,21
0,21
0,2
0,19
Cálcio (%)
0,95
0,9
0,85
0,85
Fósforo disponível (%)
0,5
0,48
0,44
0,44
Sódio (%)
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
Cloro (%)
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
Ácido Linoleico (%)
1,25
1,3
1,2
1
Consumo (Kg/1000 aves)
250
1300
1500
Período de alimentação (dias)
0 – 10
11 – 24
25 – 42
43 – até o abate
Tabela 3: níveis nutricionais para machos pesados com 3,0 Kg ou mais de peso vivo.
Pontos principais:
* Todos os aminoácidos são totais, e não valores disponíveis.
* Uma dieta de retirada deve ser oferecida para acompanhar as necessidades locais para o tempo de retirada de drogas.
* As formulações devem atender os requerimentos de aminoácidos dentro da variação de proteína bruta estabelecida.
* Uma referência foi dada à seguinte publicação científica no estabelecimento dos níveis relativos de aminoácidos essências.
Baker, D.H.; Yan, Y. Ideal amino acid profile for chicks during the first 3 weeks posthaching. Poultry Science, v. 73, p. 1441-1447, 1994.
* Os níveis de cloro devem ser controlados para evitar excessos, que podem resultar em discondroblastia tibial.
* Atenção especial deve ser dada às regulamentações locais com relação aos limites de formulação, os quais podem ser impostos.
* As aves devem ser recriadas utilizando um programa de controle de luminosidade para otimizar a resistência do esqueleto e viabilidade. 

Nutrientes
Inicial
Crescimento
Final 1
Final 2
Proteína Bruta (%)
19 – 20
20 – 21
19 – 20
18 – 19
Energia Metabolizável (Kcal/Kg)
3000
3150
3200
3150
Gordura (%)
4 – 7
4 – 9
4 – 9
4 – 7
Lisina (%)
1
1,1
1,15
1,05
Metionina (%)
0,42
0,5
0,52
0,5
Metionina + Cistina (%)
0,72
0,92
0,86
0,86
Treonina (%)
0,67
0,76
0,84
0,77
Triptofano (%)
0,17
0,21
0,2
0,19
Cálcio (%)
0,95
0,9
0,85
0,85
Fósforo disponível (%)
0,5
0,48
0,44
0,44
Sódio (%)
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
0,16 – 0,20
Cloro (%)
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
0,15 – 0,22
Ácido Linoleico (%)
1,25
1,3
1,2
1
Consumo (Kg/1000 aves)
750
1300
1500
Período de alimentação (dias)
0 – 14
15 – 28
19 – 42
43 – até o abate
Tabela 4: níveis nutricionais para programa inicial lento, utilizado sob condições ambientais de estresse.
Pontos principais:
* Todos os aminoácidos são totais, e não valores disponíveis.
* Uma dieta de retirada deve ser oferecida para acompanhar as necessidades locais para o tempo de retirada de drogas.
* As aves devem ser recriadas utilizando um programa de controle de luminosidade para otimizar a viabilidade.
* Um programa inicial lento pode trazer benefícios significativos quando desordens metabólicas, como problemas de pulmão e ascite, forem identificadas. O benefício principal está numa melhor viabilidade, que, combinada com baixa mortalidade, melhorará sensivelmente o rendimento de carne do produto final. Desordens metabólicas tendem a ocorrer em altitudes elevadas ou onde existe uma alta variação diurna de temperatura. Problemas respiratórios crônicos, que prejudicam o funcionamento pulmonar, podem também provocar ascite. Onde desordens metabólicas não são um problema, um programa inicial lento pode levar a uma redução no ganho de peso e a melhora da taxa de conversão alimentar (FCR) e conseqüentemente a melhora de rentabilidade.


Nutrientes
Inicial
Crescimento
Final

M
F
M
F
M
F
Proteína Bruta (%)
23
23
21
20
19
18
Energia Metabolizável (Kcal/Kg)
3010
3010
3175
3130
3225
3180
Gordura (%)
4-7
4-7
4-7
4-7
4-7
4-7
Lisina (%)
1,36
1,36
1,3
1,24
1,13
1,07
Metionina (%)
0,53
0,63
0,52
0,5
0,47
0,44
Metionina + Cistina (%)
0,98
0,98
0,94
0,9
0,85
0,8
Treonina (%)
0,91
0,91
0,87
0,83
0,82
0,77
Triptofano (%)
0,23
0,23
0,21
0,2
0,19
0,18
Cálcio (%)
0,95
0,95
0,9
0,9
0,85
0,8
Fósforo disponível (%)
0,5
0,5
0,48
0,46
0,44
0,42
Sódio (%)
0,16-0,20
0,16-0,20
0,16-0,20
0,16-0,20
0,16-0,20
0,16-0,20
Cloro (%)
0,15-0,22
0,15-0,22
0,15-0,22
0,15-0,22
0,15-0,22
0,15-0,22
Ácido Linoleico (%)
1,25
1,25
1,2
1,2
1
1
Consumo (Kg/1000 aves)
250
250
1300
1300
Período de alimentação (dias)
0-10
0-10
11-24
11-26
24-26 até o abate
24-26 até o abate
Tabela 5: engorda separada por sexo - ração para machos e fêmeas.
Pontos principais:
* Todos os aminoácidos são totais, e não valores disponíveis.
* Uma dieta de retirada deve ser oferecida para acompanhar as necessidades locais para o tempo de retirada de drogas.
* As formulações devem atender os requerimentos de aminoácidos dentro da variação de proteína bruta estabelecida.
* Uma referência foi dada à seguinte publicação científica no estabelecimento dos níveis relativos de aminoácidos essências.
Baker, D.H.; Yan, Y. Ideal amino acid profile for chicks during the first 3 weeks posthaching. Poultry Science, v. 73, p. 1441-1447, 1994.
* Os níveis de cloro devem ser controlados para evitar excessos, que podem resultar em discondroblastia tibial.
* Atenção especial deve ser dada às regulamentações locais com relação aos limites de formulação, os quais podem ser impostos.

Se os machos estão sendo criados para um peso final elevado p. ex. > 3,0 Kg, devem ser usadas as especificações nutricionais apresentadas na Tabela 3.
Dependendo das exigências do produto final, vários sistemas de manejo podem ser empregados quando a criação é separada por sexo.
Por exemplo:
Fêmeas abatidas ao peso normal de mercado (1,5 - 2,0 Kg), e os machos, mais eficientes (2,5 Kg), usados para um mercado que exige carcaça de maior peso.
Machos são abatidos primeiro e as fêmeas mantidas mais alguns dias até atingirem o mesmo peso vivo.
A maior vantagem da engorda separada por sexo é melhorar a uniformidade do produto que chega ao abatedouro. Entretanto, deve ser notado que a uniformidade do produto fornecido ao abatedouro é também dependente do padrão de manejo.
Premixes vitamínicos: são misturas de vitaminas em altas concentrações. É importante que sejam armazenadas em locais frescos, secos e escuros, para reduzir o risco de oxidação. É também recomendado que um antioxidante seja incorporado nesses premixes. É importante manter um controle de estoque circulante desses premixes para assegurar que não sejam usados sacos de premix com data vencida. 
Vitaminas
Inicial
Crescimento
Final
Vitamina A u.i./Kg
15000
12000
12000
Vitamina D3 u.i./Kg
5000
5000
4000
Vitamina E u.i./Kg
50
50
50
Vitamina K mg/Kg
4
3
2
Tiamina (B1) mg/Kg
3
2
2
Riboflavina (B2) mg/Kg
8
6
5
Piridoxina (B6) mg/Kg
5
4
3
Niacina mg/Kg
60
60
35
Vitamina B12 mcg
16
16
11
Ácido pantotênico mg/Kg
18
18
18
Biotina mg/Kg
200
200
50
Colina mg/Kg
400
400
300
Ácido fólico mg/Kg
2
1,75
1,5
Tabela 6: níveis recomendados de suplementação vitamínica adicionados como premix.
Pontos principais:
* A prática de suplementação vitamínica deve levar em consideração eventuais perdas entre a fabricação do premix e da ração. Tempo, temperatura e condições de processamento são os fatores mais importantes. Premixes combinados de minerais e vitaminas são mais susceptíveis a perdas.
* Altos níveis de vitamina E podem ser justificados em algumas circunstâncias.

Premixes Minerais:  
Mineral (mg/Kg)
Inicial
Crescimento
Final
Manganês
100
100
100
Zinco
80
80
60
Ferro
80
80
80
Cobre
8
8
8
Iodo
1
1
1
Molibdênio
1
1
1
Selênio
0,15
0,15
0,1
Tabela 7: níveis recomendados de suplementação de minerais adicionados como premix.

Cuidados com a ração e a água

É necessário conhecer a procedência e a qualidade tanto nutricional quanto microbiológica dos ingredientes das rações. Uma alimentação pobre causará deficiências que consequentemente serão refletidas no desempenho, podendo interferir  na capacidade imunológica dos frangos. 
  
A qualidade microbiológica tanto da ração quanto da água deve ser monitorada pois se contaminados, esses são importantes veículos para a introdução de agentes patogênicos no plantél. A ração deve ser livre de agentes patogênicos, especialmente salmonelas.

   
O armazenamento das rações deve ser feito em local limpo arejado, abrigado da umidade (evitando o mofo) e sobre plataformas para facilitar a limpeza do local. A peletização contribui para reduzir a contaminação das rações. 

   
A água da granja deve ser captada numa caixa d´água central para posterior distribuição, precisa ser abundante, limpa, fresca e isenta de patógenos. Deve ser monitorada para verificação das condições químicas, físicas e microbiológicas. O tratamento  da água de beber deve ser realizado quando a presença de coliformes fecais for detectada ou quando a presença de coliformes totais estiver acima de 3/100ml. A cloração é feita pela adição de 3 (três) ppm de Cloro (hipoclorito de sódio) na água de bebida. É importante ressaltar que a água usada para vacinações das aves, não pode ser clorada.



Nenhum comentário:

Postar um comentário